Porque às vezes o mundo parece ruir.
E como se não fosse sonho, seria a mim possível ouvir o estrondo dos prédios tombando....
E como feito de realidade o tormento,
Sinto, ainda sem respiração, o peito apertar.
É como se noite e dia fosse um só.
No abismo que afundo,
passo a passo,
Turno após turno,
Sinto. Vejo. Fecho...
Sumo.
O tempo me engole a cada fluir da manha.
O fluxo cotidiano entorna na minha garganta.
E o dessabor da vida, empurrada goela abaixo,
Arranha.
A busca sem por que reflete o vazio
Como o espelho que devolve a mesma sombra oca de imagem.
Já não se pode identificar tal o que:
Esse contorno será parecido com qual ser?
Falta perspectiva. Falta iniciativa.
Falta... Falta....
A presença da ausência de saber quem se é.
A ausência da existência de respostas às perguntas.
E eu mesmo já não identifico as mãos do molde que me criou.