sábado, 23 de outubro de 2010

"E alguma coisa a gente tem que amar,
mas o que não sei mais!..."



terça-feira, 19 de outubro de 2010

Sinto

Sinto.
Sou capaz de sentir seu cheiro agora,
E desenhar seus lábios em minha boca,
E suspirar.


Precisei conter a mim.
Achei estranho, mas segui enfrente.
Ao café da manhã, tudo parecia normal.
Sufoquei mais um pouco....
Em franco esforço, disfarcei.


Ri de tudo no dia a dia.
Tradução para aqueles tantos que calei.


E dessa vez achei tão mais difícil esperar....


Raios que o partam! Desobedeci!
E atravessei a rua correndo,
E trafeguei pelos sinais errados,
E mergulhei na chuva em busca do elo.

(...)
Fecho os olhos.
Sinto (novamente) seu cheiro.
Não sei traduzir o desejo.
Devo não agir.
Adormeço.
Sonhos negros maltratam a dúvida,
Alimentam a insanidade.

Ruboreço. Aqueço.
Sinto cada grau de temperatura subir.
Sinto o suor febril escorrer.

Recomeço.


Ouço sons estranhos.
Sinto vazio.
Sinto incompleto.

Onde está a metade que eu espero?

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Insaciedade

Porque a fome que eu tenho é de mim mesma.
É de entender esse turbilhão de sentimentos.
É de compreender o desafio que me move.
E a paixão que me inebria.

É de saber porque eu levanto todos os dias.
E o por que, de impulso, o sorriso vem.

É a sede do saber. É a busca, é o querer.
É saciar a birra infantil e compreender o que eu mesma escondi de mim.
É desentranhar o escondido no meu ego
E deixar brotar os devaneios que me mantém viva.
É mais que sentir a vida.
É pulsar.