Tanto precisei,
que te procurei.
Olhei para os lados,
busquei olhares,
experimentei o sabor das bocas...
Mas segui com uma solidão ao lado.
Algumas vezes em par, só.
Como um casal de adeus.
E cansei de procurar.
E decretei que desisti!
... E porque não mais quis achar,
Só porque não iria mais tentar,
veio você!
Nem melhor, nem pior...
Nem tanto, nem tão pouco...
Você.
Não digo que evitei.
Tampouco que as estrelas caíram ao chão no nosso primeiro olhar.
Era tudo tão previsivelmente normal...
Você sequer insistiu
e entendia os reclamos que eu fazia.
E foi o 'não' mais divertido daqueles dias!
E rimos à toa.
Em prenúncio à toada,
desdenhei: tudo insoço!
Ele também não temperava!
...
Mas, não sei tal o que, fui tropeçar!
E logo quem resolveu me ajudar?...
Do tropeço a aquela dança, foi tudo muito natural...
...
Troquei o café amargo da manhã
pela xícara de chá com bom dia!
E o vinho tinto depois do trabalho
é a melhor pedida depois do jantar!
E a melhor pedida para o trabalho,
é o vinho tinto de jantar!
...
No jogo invertido,
invertemos o jogo!
Coloquei tempero,
ele povilhou com sal.
Hoje a aventura mora em um lugar qualquer,
até na hora de você me buscar!...
Sua boca já espelha nos meus olhos,
como estrelas em par.
E todo dia parece ter algo mais...
E eu durmo só pelo prazer de acordar!
Tudo com você ficou com o melhor gosto,
de ultimo pedaço,
de mordida no final!
Um olhar peculiar sobre os sentimentos. Poesia. Música. Arte. Cotidiano. Uma cápsula de surpresas.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
domingo, 7 de novembro de 2010
Cartas embaralhadas
Como se por despeito, resolveu fugir-me das mãos.
Como se em plena sede, resolvesse, então, secar.
E, como se em jogo, atreveu-se a desafiar.
Cartas embaralhadas, Rainha de Paus!
A força da madeira atinge pelo olhar.
Olhos nas mãos, como em luta de bastão,
Um Às para retomar!
Tirar o alvo do carteado,
Resolvi sabotar!
E ri e regojitei da manga
O trunfo pronto a lançar!
Mais uma fora do baralho,
Pronto para você jogar.
Qual o que? Topou desafiar.
Quatro, Cinco, Valete e Ouro,
Resultado parcial,
Empate no placar.
Uma dose de uísque.
Uma fenda no vestido,
Velhos clichês para desconcentrar.
E os olhos nos olhos, o que fazer para evitar?
Novas fichas. Novas apostas.
Muita gente em volta,
A paixão a mover a roleta, recomeçar!
Amor, vida e destinos,
Puros jogos de azar!
Como se em plena sede, resolvesse, então, secar.
E, como se em jogo, atreveu-se a desafiar.
Cartas embaralhadas, Rainha de Paus!
A força da madeira atinge pelo olhar.
Olhos nas mãos, como em luta de bastão,
Um Às para retomar!
Tirar o alvo do carteado,
Resolvi sabotar!
E ri e regojitei da manga
O trunfo pronto a lançar!
Mais uma fora do baralho,
Pronto para você jogar.
Qual o que? Topou desafiar.
Quatro, Cinco, Valete e Ouro,
Resultado parcial,
Empate no placar.
Uma dose de uísque.
Uma fenda no vestido,
Velhos clichês para desconcentrar.
E os olhos nos olhos, o que fazer para evitar?
Novas fichas. Novas apostas.
Muita gente em volta,
A paixão a mover a roleta, recomeçar!
Amor, vida e destinos,
Puros jogos de azar!
Novidade
Ai, ai!
Aperta. Amarga.
Trava.
Gela.
E não se justifica...
E transpira.
Aguarda. Espera.
Então pressente.
Pressente...
Tem algo que estar por vir...
Algo o qual se quer sei explicar.
Não sei traduzir, tampouco mensurar.
Sinto o por vir.
Sinto se aproximar.
As pegadas ecoam cada vez mais alto, dia a dia,
Trazendo o destino que parei para aguardar...
Não sei o que estou esperando.
Mas sinto o ar quente atrás da minha nuca.
Um entalado nó na garganta...
Um suor frio na testa e mãos...
Não sei se bom. Não sei se ruim.
Quem me antecipou a surpresa foi o aperto no coração,
Há dias acelerado.
Tira-me o fôlego até para as atividades mais pueris.
Pressinto...
Pressinto tanto que quase apalpo!!
Aperto ao vindouro fim,
Com cara de começo
De início, de rebentar.
Que feição esse novel trará?
Aperta. Amarga.
Trava.
Gela.
E não se justifica...
E transpira.
Aguarda. Espera.
Então pressente.
Pressente...
Tem algo que estar por vir...
Algo o qual se quer sei explicar.
Não sei traduzir, tampouco mensurar.
Sinto o por vir.
Sinto se aproximar.
As pegadas ecoam cada vez mais alto, dia a dia,
Trazendo o destino que parei para aguardar...
Não sei o que estou esperando.
Mas sinto o ar quente atrás da minha nuca.
Um entalado nó na garganta...
Um suor frio na testa e mãos...
Não sei se bom. Não sei se ruim.
Quem me antecipou a surpresa foi o aperto no coração,
Há dias acelerado.
Tira-me o fôlego até para as atividades mais pueris.
Pressinto...
Pressinto tanto que quase apalpo!!
Aperto ao vindouro fim,
Com cara de começo
De início, de rebentar.
Que feição esse novel trará?
Metade
Ah! É a metade que falta!
Como se de um laço faltasse a parte,
E do elo carecesse a ligação.
É como se a noite não entardecesse
Pela luminosidade da lua,
Brilhando o corpo, no chão.
É como se eu clamasse pelo seu oculto
Escondido, disfarçado, segurando a ferro o desejo, em vão....
É pelo seu complemento que eu choro.
E pela falta que essa parte me faz.
Porque pouco a pouco, num instante,
Reconheci a mim mesma,
Pelo simples reflexo do seu olhar.
Pela pele. Pelo desejo.
Mas por muita coisa além e mais.
É do algo mais que me alimento dia a dia.
Nutre o aconchego do seu lar.
Seu peito, Meu lar.
Onde a calma e a gratidão
Trazem-me a felicidade,
Por você.
Como se de um laço faltasse a parte,
E do elo carecesse a ligação.
É como se a noite não entardecesse
Pela luminosidade da lua,
Brilhando o corpo, no chão.
É como se eu clamasse pelo seu oculto
Escondido, disfarçado, segurando a ferro o desejo, em vão....
É pelo seu complemento que eu choro.
E pela falta que essa parte me faz.
Porque pouco a pouco, num instante,
Reconheci a mim mesma,
Pelo simples reflexo do seu olhar.
Pela pele. Pelo desejo.
Mas por muita coisa além e mais.
É do algo mais que me alimento dia a dia.
Nutre o aconchego do seu lar.
Seu peito, Meu lar.
Onde a calma e a gratidão
Trazem-me a felicidade,
Por você.
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