Tanto precisei,
que te procurei.
Olhei para os lados,
busquei olhares,
experimentei o sabor das bocas...
Mas segui com uma solidão ao lado.
Algumas vezes em par, só.
Como um casal de adeus.
E cansei de procurar.
E decretei que desisti!
... E porque não mais quis achar,
Só porque não iria mais tentar,
veio você!
Nem melhor, nem pior...
Nem tanto, nem tão pouco...
Você.
Não digo que evitei.
Tampouco que as estrelas caíram ao chão no nosso primeiro olhar.
Era tudo tão previsivelmente normal...
Você sequer insistiu
e entendia os reclamos que eu fazia.
E foi o 'não' mais divertido daqueles dias!
E rimos à toa.
Em prenúncio à toada,
desdenhei: tudo insoço!
Ele também não temperava!
...
Mas, não sei tal o que, fui tropeçar!
E logo quem resolveu me ajudar?...
Do tropeço a aquela dança, foi tudo muito natural...
...
Troquei o café amargo da manhã
pela xícara de chá com bom dia!
E o vinho tinto depois do trabalho
é a melhor pedida depois do jantar!
E a melhor pedida para o trabalho,
é o vinho tinto de jantar!
...
No jogo invertido,
invertemos o jogo!
Coloquei tempero,
ele povilhou com sal.
Hoje a aventura mora em um lugar qualquer,
até na hora de você me buscar!...
Sua boca já espelha nos meus olhos,
como estrelas em par.
E todo dia parece ter algo mais...
E eu durmo só pelo prazer de acordar!
Tudo com você ficou com o melhor gosto,
de ultimo pedaço,
de mordida no final!
Um olhar peculiar sobre os sentimentos. Poesia. Música. Arte. Cotidiano. Uma cápsula de surpresas.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
domingo, 7 de novembro de 2010
Cartas embaralhadas
Como se por despeito, resolveu fugir-me das mãos.
Como se em plena sede, resolvesse, então, secar.
E, como se em jogo, atreveu-se a desafiar.
Cartas embaralhadas, Rainha de Paus!
A força da madeira atinge pelo olhar.
Olhos nas mãos, como em luta de bastão,
Um Às para retomar!
Tirar o alvo do carteado,
Resolvi sabotar!
E ri e regojitei da manga
O trunfo pronto a lançar!
Mais uma fora do baralho,
Pronto para você jogar.
Qual o que? Topou desafiar.
Quatro, Cinco, Valete e Ouro,
Resultado parcial,
Empate no placar.
Uma dose de uísque.
Uma fenda no vestido,
Velhos clichês para desconcentrar.
E os olhos nos olhos, o que fazer para evitar?
Novas fichas. Novas apostas.
Muita gente em volta,
A paixão a mover a roleta, recomeçar!
Amor, vida e destinos,
Puros jogos de azar!
Como se em plena sede, resolvesse, então, secar.
E, como se em jogo, atreveu-se a desafiar.
Cartas embaralhadas, Rainha de Paus!
A força da madeira atinge pelo olhar.
Olhos nas mãos, como em luta de bastão,
Um Às para retomar!
Tirar o alvo do carteado,
Resolvi sabotar!
E ri e regojitei da manga
O trunfo pronto a lançar!
Mais uma fora do baralho,
Pronto para você jogar.
Qual o que? Topou desafiar.
Quatro, Cinco, Valete e Ouro,
Resultado parcial,
Empate no placar.
Uma dose de uísque.
Uma fenda no vestido,
Velhos clichês para desconcentrar.
E os olhos nos olhos, o que fazer para evitar?
Novas fichas. Novas apostas.
Muita gente em volta,
A paixão a mover a roleta, recomeçar!
Amor, vida e destinos,
Puros jogos de azar!
Novidade
Ai, ai!
Aperta. Amarga.
Trava.
Gela.
E não se justifica...
E transpira.
Aguarda. Espera.
Então pressente.
Pressente...
Tem algo que estar por vir...
Algo o qual se quer sei explicar.
Não sei traduzir, tampouco mensurar.
Sinto o por vir.
Sinto se aproximar.
As pegadas ecoam cada vez mais alto, dia a dia,
Trazendo o destino que parei para aguardar...
Não sei o que estou esperando.
Mas sinto o ar quente atrás da minha nuca.
Um entalado nó na garganta...
Um suor frio na testa e mãos...
Não sei se bom. Não sei se ruim.
Quem me antecipou a surpresa foi o aperto no coração,
Há dias acelerado.
Tira-me o fôlego até para as atividades mais pueris.
Pressinto...
Pressinto tanto que quase apalpo!!
Aperto ao vindouro fim,
Com cara de começo
De início, de rebentar.
Que feição esse novel trará?
Aperta. Amarga.
Trava.
Gela.
E não se justifica...
E transpira.
Aguarda. Espera.
Então pressente.
Pressente...
Tem algo que estar por vir...
Algo o qual se quer sei explicar.
Não sei traduzir, tampouco mensurar.
Sinto o por vir.
Sinto se aproximar.
As pegadas ecoam cada vez mais alto, dia a dia,
Trazendo o destino que parei para aguardar...
Não sei o que estou esperando.
Mas sinto o ar quente atrás da minha nuca.
Um entalado nó na garganta...
Um suor frio na testa e mãos...
Não sei se bom. Não sei se ruim.
Quem me antecipou a surpresa foi o aperto no coração,
Há dias acelerado.
Tira-me o fôlego até para as atividades mais pueris.
Pressinto...
Pressinto tanto que quase apalpo!!
Aperto ao vindouro fim,
Com cara de começo
De início, de rebentar.
Que feição esse novel trará?
Metade
Ah! É a metade que falta!
Como se de um laço faltasse a parte,
E do elo carecesse a ligação.
É como se a noite não entardecesse
Pela luminosidade da lua,
Brilhando o corpo, no chão.
É como se eu clamasse pelo seu oculto
Escondido, disfarçado, segurando a ferro o desejo, em vão....
É pelo seu complemento que eu choro.
E pela falta que essa parte me faz.
Porque pouco a pouco, num instante,
Reconheci a mim mesma,
Pelo simples reflexo do seu olhar.
Pela pele. Pelo desejo.
Mas por muita coisa além e mais.
É do algo mais que me alimento dia a dia.
Nutre o aconchego do seu lar.
Seu peito, Meu lar.
Onde a calma e a gratidão
Trazem-me a felicidade,
Por você.
Como se de um laço faltasse a parte,
E do elo carecesse a ligação.
É como se a noite não entardecesse
Pela luminosidade da lua,
Brilhando o corpo, no chão.
É como se eu clamasse pelo seu oculto
Escondido, disfarçado, segurando a ferro o desejo, em vão....
É pelo seu complemento que eu choro.
E pela falta que essa parte me faz.
Porque pouco a pouco, num instante,
Reconheci a mim mesma,
Pelo simples reflexo do seu olhar.
Pela pele. Pelo desejo.
Mas por muita coisa além e mais.
É do algo mais que me alimento dia a dia.
Nutre o aconchego do seu lar.
Seu peito, Meu lar.
Onde a calma e a gratidão
Trazem-me a felicidade,
Por você.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Sinto
Sinto.
Sou capaz de sentir seu cheiro agora,
E desenhar seus lábios em minha boca,
E suspirar.
Precisei conter a mim.
Achei estranho, mas segui enfrente.
Ao café da manhã, tudo parecia normal.
Sufoquei mais um pouco....
Em franco esforço, disfarcei.
Ri de tudo no dia a dia.
Tradução para aqueles tantos que calei.
E dessa vez achei tão mais difícil esperar....
Raios que o partam! Desobedeci!
E atravessei a rua correndo,
E trafeguei pelos sinais errados,
E mergulhei na chuva em busca do elo.
(...)
Fecho os olhos.
Sinto (novamente) seu cheiro.
Não sei traduzir o desejo.
Devo não agir.
Adormeço.
Sonhos negros maltratam a dúvida,
Alimentam a insanidade.
Ruboreço. Aqueço.
Sinto cada grau de temperatura subir.
Sinto o suor febril escorrer.
Recomeço.
Ouço sons estranhos.
Sinto vazio.
Sinto incompleto.
Onde está a metade que eu espero?
Sou capaz de sentir seu cheiro agora,
E desenhar seus lábios em minha boca,
E suspirar.
Precisei conter a mim.
Achei estranho, mas segui enfrente.
Ao café da manhã, tudo parecia normal.
Sufoquei mais um pouco....
Em franco esforço, disfarcei.
Ri de tudo no dia a dia.
Tradução para aqueles tantos que calei.
E dessa vez achei tão mais difícil esperar....
Raios que o partam! Desobedeci!
E atravessei a rua correndo,
E trafeguei pelos sinais errados,
E mergulhei na chuva em busca do elo.
(...)
Fecho os olhos.
Sinto (novamente) seu cheiro.
Não sei traduzir o desejo.
Devo não agir.
Adormeço.
Sonhos negros maltratam a dúvida,
Alimentam a insanidade.
Ruboreço. Aqueço.
Sinto cada grau de temperatura subir.
Sinto o suor febril escorrer.
Recomeço.
Ouço sons estranhos.
Sinto vazio.
Sinto incompleto.
Onde está a metade que eu espero?
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Insaciedade
Porque a fome que eu tenho é de mim mesma.
É de entender esse turbilhão de sentimentos.
É de compreender o desafio que me move.
E a paixão que me inebria.
É de saber porque eu levanto todos os dias.
E o por que, de impulso, o sorriso vem.
É a sede do saber. É a busca, é o querer.
É saciar a birra infantil e compreender o que eu mesma escondi de mim.
É desentranhar o escondido no meu ego
E deixar brotar os devaneios que me mantém viva.
É mais que sentir a vida.
É pulsar.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Mascara
Porque às vezes o mundo parece ruir.
E como se não fosse sonho, seria a mim possível ouvir o estrondo dos prédios tombando....
E como feito de realidade o tormento,
Sinto, ainda sem respiração, o peito apertar.
É como se noite e dia fosse um só.
No abismo que afundo,
passo a passo,
Turno após turno,
Sinto. Vejo. Fecho...
Sumo.
O tempo me engole a cada fluir da manha.
O fluxo cotidiano entorna na minha garganta.
E o dessabor da vida, empurrada goela abaixo,
Arranha.
A busca sem por que reflete o vazio
Como o espelho que devolve a mesma sombra oca de imagem.
Já não se pode identificar tal o que:
Esse contorno será parecido com qual ser?
Falta perspectiva. Falta iniciativa.
Falta... Falta....
A presença da ausência de saber quem se é.
A ausência da existência de respostas às perguntas.
E eu mesmo já não identifico as mãos do molde que me criou.
E como se não fosse sonho, seria a mim possível ouvir o estrondo dos prédios tombando....
E como feito de realidade o tormento,
Sinto, ainda sem respiração, o peito apertar.
É como se noite e dia fosse um só.
No abismo que afundo,
passo a passo,
Turno após turno,
Sinto. Vejo. Fecho...
Sumo.
O tempo me engole a cada fluir da manha.
O fluxo cotidiano entorna na minha garganta.
E o dessabor da vida, empurrada goela abaixo,
Arranha.
A busca sem por que reflete o vazio
Como o espelho que devolve a mesma sombra oca de imagem.
Já não se pode identificar tal o que:
Esse contorno será parecido com qual ser?
Falta perspectiva. Falta iniciativa.
Falta... Falta....
A presença da ausência de saber quem se é.
A ausência da existência de respostas às perguntas.
E eu mesmo já não identifico as mãos do molde que me criou.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
TROCA DE CORRESPONDÊNCIAS -> Emails entre amigas sobre relacionamentos e fantasias ...
Para Minha querida,
Era uma vez... Um conto de fadas às avessas...
Nesses dias passados após a fuga de minha gaiola dourada, que de tão bonita e cheia de brilhantes me tranquei com meu próprio consentimento e deslumbre com um mundo perfeito de conto de fadas...
No entanto, diferentemente de Cinderela, com minha sorte frajuta e meu corpo estabanado quebrei os dois sapatinhos (que nem de cristal eram!) e não pude provar que era a princesa... caí do pedestal...
Saí galopando num mundo desconhecido, que mais parecia o labirinto do minotauro, ansiando por ser resgatada por um segundo príncipe que virou sapo muito antes do primeiro beijo...
Muito depois da meia noite, várias poções eu ingeri, umas da cor de vinho, outras meio esverdeadas e outras alaranjadas e ainda douradas... Quantas? Eu me perdi...
Ainda provei de uma maça envenenada, que pensava que curaria tudo, mas muito bonita por fora e podre por dentro... beleza sem conteúdo...
Um pouco zonza voltei a terra do sol, uma esquina antes do fim do fundo, adormeço profundamente pra esquecer de tudo e sonhar os sonhos mais belos pra o futuro, até que um beijo de amor me desperte novamente...
Beijo com um toque de varinha mágica!
Resposta:
Minha Linda,
Acredito que você errou quanto ao conto de fadas, e bem acertou quando definiu ele às avessas...
Perfeita você em Cinderela, Bela Adormecida ou Branca de Neve... Mas não se adaptou muito bem ao papel...
Na verdade suponho que você não veio de um conto de fadas. Acredito que você veio de Alice, daquele país das maravilhas, e que em nada perderia à Alice de Woody Allen!
Isso porque, a Alice descobre que o país das maravilhas, não é uma maravilha!! E o que outrora representava uma alegria e diversão, apresentou-se agora como uma grande batalha!!
Porque a queda em buraco foi grande, e cair e subir representam quase a mesma coisa com sinais trocados, sendo ambos doloridos e dificultosos...
Também porque as poções que você ingeriu depois da meia-noite, cor de vinho, esverdeadas, douradas, alaranjadas e azuis, eram na verdade poções que fariam você aumentar e diminuir diversas vezes, em proporções não uniformes.... E assim, fariam você caber ou não naquele lugar conforme ingerisse-as ou combinassem-nas.
Mas, então você me perguntaria: e o sapo? e o princípe??
Eu responderia, seja no início, seja no fim, você Alice, optou por não casar, (recorde-se!), bem no dia que descobriu que seria seu noivado, apareceu um 'coelho' e te mostrou coisas que pareciam escondidas em um labirinto. Você, Alice, não pode aceitar.
E fez aquilo que se afigurou a melhor opção. Ambas Alices partiram em uma viagem propícias a descobertas. Aliás! Viagens destinadas às descobertas... ;)
Ora ora, Alice!!! Não procure o princípe encantando.... Durante alguma das viagens, grite: Alguém viu o chapeleiro??? Nesse porto tem chapeleiro??!!???
Ele muito provavelmente não se apresentará como tal. Mas, meio desapercebido, ele te explicará qual é a diferença entre o corvo e a escrivaninha!!! =)
Bjokassss em formato de um escudo surreal!!!
terça-feira, 24 de agosto de 2010
O AVESSO ESCONDIDO DA HUMANIDADE
Do avesso, pelo inverso,
Noite adentro
Orvalho Frio
Regojitado do mar.
Reluzindo feito ouro
O metal nobre do dia,
Alimenta de reis a corvos,
Decadência em displasia.
O repente, ao redor da fogueira,
E as aberrações de formas espantosas;
O fogo, não ilumina nem aquece,
Nutrição à ojeriza da fumaça nebulosa.
Não habita os travesseiros,
Não há nele moradia.
A repugnância interna
Reflete a deformidade escondida.
São os pensamentos horripilantes
E os crimes do não-pacato ser viril,
Que se revelam vez enquando:
A humanidade é a face deste nojento ser arredio.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
RECEITUÁRIO
PROCURA-SE: XILOCAÍNA PARA SENTIMENTOS!!
Que adormeça as paixões. Que alivie a dor do coração. Que transmita uma leveza e topor. Que não tenha contra-indicações!
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Intensidade
É que embora às vezes tudo esteja muito cinza dentro de mim
O DESEJO CONTINUA ARDENTE.
O FOGO PERMANECE ACESSO
E A CHAMA DEGELA TUDO QUE NÃO FAÇA BEM À ALMA.
É porque mesmo que chova,
EU NASCI NO VERÃO,
E O CALOR FAZ DE MIM UM GIRASSOL.
É que embora a vida seja cheia de revés
HÁ QUE SE VIVER INTENSAMENTE.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Vista de um Ponto. Ponto de Vista.
Um copo d'água.
Um corpo ao chão.
02 pessoas conversando do outro lado da rua.
Um carro na esquina.
Uma casa de cor laranja à direita.
5 quartos alugados no apartamento duas ruas depois.
Asfalto. Lama. Lixo. Piche.
Duas pessoas choram desperadas e se abraçam.
O reencontro foi surpreendente e a espera, enfim, findara.
Precisavam de mais tempo por dizer tudo o que haviam para contar,
Afinal, saudade não se mata com olhos, mas com o toque da presença.
Talvez por isso seria tão dificil soltar as mãos e disfarçar a alegria.
Voltar para casa é melhor do que sentir a vitória pela luta. É ver que da luta guardou-se seu lugar.
Qual o seu referencial?
SEM COR
Agora tão triste,
tão cansada,
tão opaca.
Nenhum pensamento nobre, ao redor desses todos outros aviltados,
Tudo tão sem jeito, de um jeito que não deveria estar.
Viraram a casa ao avesso,
Trocaram os lençóis,
Reviraram a cama.
O quarto encontra-se assim há semanas,
Pratos empilhados ocupam um lugar desabitado,
entre o sofá, quarto, banheiro ou hall.
Alguém vagando em sobras pelas noites,
e fingir dormir leve pelo dia....
04 dias de pijama...
04 noites de filmes antigos e reprisados
04 dias sem existência,
nenhuma hora sem você!
Desvira e revira esse avesso,
retoma as rédeas do que está sem controle,
deixa no chuveiro metade dos desgostos,
senta, levanta e vai!!
E fui... À procura de mim...Ainda sem coragem de trabalhar...
Fui tentando juntar forças, de tudo quebrado,
Fui por não poder atribuir à ninguém os lamentos da miséria humana - e agora mais humana, porque minha.
Não retruquei. Justificativa plausível: luto!
Mas luto sem funeral.
É só pela metade de mim que se foi...
A metade que nunca fora encontrada.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Gota de Gonzaguinha
"HAVIA UM FOGO EM SEUS OLHOS,
UM FOGO DE NÃO SE APAGAR!"
Acreditava na vida, na alegria de ser, nas coisas do coração, nas mãos um muito fazer. Sentava bem lá no alto, pivete olhando a cidade, sentindo o cheiro do asfalto, desceu por necessidade. Ô Dina, teu menino desceu o São Carlos, pegou um sonho e partiu. Pensava que era um guerreiro, com terra e gente a conquistar. Havia um fogo em seus olhos, um fogo de não se apagar. Diz lá pra Dina que eu volto, que seu guri não fugiu. Só quis saber como é, qual é! Perna no mundo, sumiu!E hoje, depois de tantas batalhas, a lama nos sapatos é a medalha que ele tem pra mostrar! Passado é um pé no chão e um sabiá. Presente é uma porta aberta. E futuro é o que virá! Mas e daí? O moleque acabou de chegar! Nessa cama que eu quero sonhar. Amanhã bato a perna mundo. É que o mundo é que é o meu lugar.
É! A gente quer valer o nosso amor! A gente quer valer nosso suor! A gente quer valer o nosso humor! A gente quer do bom e do melhor...A gente quer carinho e atenção. A gente quer calor no coração. A gente quer suar, mas de prazer. A gente quer é ter muita saúde. A gente quer viver a liberdade. A gente quer viver felicidade...É! A gente não tem cara de panaca. A gente não tem jeito de babaca. A gente não estáCom a bunda exposta na janela Prá passar a mão nela...É! A gente quer viver pleno direito. A gente quer viver todo respeito.A gente quer viver uma nação.A gente quer é ser um cidadão. A gente quer viver uma nação...
EU FICO COM A PUREZA DA RESPOSTA DA CRIANÇA, É A VIDA, É BONITA E É BONITA!
LUGAR NENHUM
De volta à vida normal!
E até parece que há normalidade!
E até parece que tem alguma coisa no lugar.
De volta nada! Aqui nunca estive antes,
Não posso cogitar em voltar.
E nada esteve tao bagunçado quanto neste instante
E também é novo pra mim não querer expirementar!
De volta aonde nunca estive?? Como posso estar lá?!
Não tô muito afim de adocicar o amargo,
Nem “remendar” o errado, nem lamentar...
Não quero sequer reclamar...
De volta ao normal??
Há normal? Anormal?
Mundo bola! Circunferência Oca!
De volta ao vazio, Ao mesmo lugar nenhum!
EXTRAVASA
Por cada instante, uma impulsividade.
Por cada momento, uma alegria.
Em dado instante, a intensidade.
Contínua e prolongada, a dor pugencia.
Insistente e pulsante, a raiva.
Contida e calada, a dor.
Para o que se pede reflexão,
desmedido e inquietante ardor.
domingo, 25 de julho de 2010
Déjavur
Não sei o por quê, nem explicar o que é.
Se quer justificar o desconforto...
A quantidade de déjavur já me incomoda.
E parece que agora me ocorre reprise do dèjavur!
Como se a própria memoria reiterasse,
sublinhasse duas vezes o mesmo ato, para não cair no esquecimento.
Eu já senti o déjavur primeiro, em algum lugar...
E agora, sim, sinto-me eu propriamente enquanto ser, como déjavur .
Disco ao contrário!
Repetição de algo maior.
Estranheza por não explicar.
Talvez memória. Talvez desejo.
Parece a vida em reprise.
Deixa o verão ....
(..) Não tô muito a fim de novidade
Fila em banco de bar!!!
Considere toda a hostilidade que há da porta pra lá!!
Enquanto eu fujo você inventou
qualquer desculpa pra gente ficar,
E assim a gente não sai
que esse sofá tá bom demais...
DEIXA O VERÃO PRA MAIS TARDE!!!
by Rodrigo Amarante
Fila em banco de bar!!!
Considere toda a hostilidade que há da porta pra lá!!
Enquanto eu fujo você inventou
qualquer desculpa pra gente ficar,
E assim a gente não sai
que esse sofá tá bom demais...
DEIXA O VERÃO PRA MAIS TARDE!!!
by Rodrigo Amarante
terça-feira, 6 de julho de 2010
DEFEITO DE ORIGEM
O problema é que eu sinto que não sou daqui,
Sinto-me um exemplar impar,
Estou fora do lugar.
Estou fora do lugar.
E não me incomoda nem um pouco não me enquadrar,
O que me coça é não saber muito bem aonde estou...
A alergia do momento não afeta um tanto de alegria.
Mas a falta do destino é um abismo de monotonia
Que afeta o conhecimento de minha naturalidade,
Dia a dia...
A felicidade de um copo de uisque
Não demora mais que o acender de um cigarro.
A indispensabilidade de centenas de coisas vãs
Não preenche nenhum dos 7 buracos vazios.
E, como um despeito, noite a dentro,
Vou indo... E se quer saber, vou!
Mas o problema persiste.
E rodando de casa em casa,
De cama em cama,
Não consigo achar
De que local
eu sou!
sexta-feira, 2 de julho de 2010
CONTRA-GOSTO
A despeito da chuva, sinto-me feliz.
Atrevida,
Numa conduta qualquer,
Procurando razões para não delinquir.
As malas prontas, o caminho convidativo.
Avenida distante, longe da esfera do mundo,
O peso a tiracolo, para a viagem sem seguro.
A pista-destino labirinto da vida,
De uma escolha a qual já não cabia sugestão.
O vento, o mato, o cheiro esquisito
Juntos a vontade de rostos desconhecidos...
Um lugar, nova chegada, um saguão.
Já não haveria mais tempo para ficar.
Com as malas prontas,
A despeito da preguiça, acordei.
A despeito do não, sorri.
Do talvez, fui.
A despeito do não, sorri.
Do talvez, fui.
Atrevida,
Numa conduta qualquer,
Procurando razões para não delinquir.
As malas prontas, o caminho convidativo.
Avenida distante, longe da esfera do mundo,
O peso a tiracolo, para a viagem sem seguro.
A pista-destino labirinto da vida,
De uma escolha a qual já não cabia sugestão.
O vento, o mato, o cheiro esquisito
Juntos a vontade de rostos desconhecidos...
Um lugar, nova chegada, um saguão.
Já não haveria mais tempo para ficar.
Com as malas prontas,
Não se consegue desatar do caminho,
Para a rodoviária, dia a dia, fica o rastro.
Auto-Retrato
Eu sou assim... Feita de sentimentos, projetos e ações!
Parafraseando: Não sou do tamanho que me vêem, sou do tamanho dos meus sonhos.
Eu tomo atitudes.
Eu tenho atitude.
E atitudes surpreendem!!...
Eu já chorei quando não queria...
já ri quando não devia...
Já amei.
Já machuquei. Já cometi vários equívocos e acertos.
Sou assim... Única!
Atrevida. Impulsiva. Dedicada. Carinhosa. Briguenta....
Sou sensível. E gosto de paixão!
Sim...Paixão!! Do grego, pathos ...
Gosto da intensidade dos sentimentos!!
Gosto da profundidade da alma.
Sou movida à paixão...
Paixão pelo outro, pelo que faço, pela vida, pelos planos... Paixão pelo novo!
Também sou frágil, apesar de trazer dentro de mim força e garra
capazes de conquistar, destruir e supreender a qualquer um...
inclusive a mim mesma!
Já cai. Conheci o poço. Pulei nas molas que tinha nele!
Sou sincera. Adoro olhar nos olhos.
É fascinante. É inspirante. E sobretudo, revelador!!!
Tenho em mim um universo que não pode ser descrito,
vez que profundo e imerso em toda complexidade feminina...
Mas pode, enquanto admirado, tentar ser desvendado!
O exemplar
Inexatos e imprecisos segundos.
Vagos. Deslocados.
Como um embrião unitário, sem par.
Como um exemplar, perdido em um antiquário qualquer.
Remetido o lote a algum lugar, por engano,
sem opção, destino de uma avenida distante.
A trajetória é convidativa;
E não ter rumo parece ser o melhor plano
para aquele que quer fugir!
... Não há pernas que se desenlacem a correr.
Os segundos, voltam.
Mas a estrada não chega.
O exemplar, por ora, perdido.
Vagos. Deslocados.
Como um embrião unitário, sem par.
Como um exemplar, perdido em um antiquário qualquer.
Remetido o lote a algum lugar, por engano,
sem opção, destino de uma avenida distante.
A trajetória é convidativa;
E não ter rumo parece ser o melhor plano
para aquele que quer fugir!
... Não há pernas que se desenlacem a correr.
Os segundos, voltam.
Mas a estrada não chega.
O exemplar, por ora, perdido.
Disfarce
Tirei a roupa, e me vesti de mim mesma.
Não esperei que toda a água lavasse algum mal que ficou;
Não esperei que nada emergisse.
Desejei sentir a mim mesma naquele instante.
Mas a roupa, tira.
Enquanto a máscara, gruda.
E no espelho, será que me reconheceria?
Não esperei que toda a água lavasse algum mal que ficou;
Não esperei que nada emergisse.
Desejei sentir a mim mesma naquele instante.
Mas a roupa, tira.
Enquanto a máscara, gruda.
E no espelho, será que me reconheceria?
Voracidade
Ora doce, ora amarga.
Ora suave, ora vento.
Ora dentro. Ora tento. Ora essa!!
Que bobagem, avessa ao domínio das entranhas,
Escapulindo o fluxo entre os dedos.
Acompanhando com os olhos,
Desejando até os dentes!!
Insistentemente! Verozmente!
Reitera! Ora essa! Ora aquela!
Por ora... espera.
Ora suave, ora vento.
Ora dentro. Ora tento. Ora essa!!
Que bobagem, avessa ao domínio das entranhas,
Escapulindo o fluxo entre os dedos.
Acompanhando com os olhos,
Desejando até os dentes!!
Insistentemente! Verozmente!
Reitera! Ora essa! Ora aquela!
Por ora... espera.
Alguns castelos na areia são fitilhos de vida.
A dois passos, na rua, vê-se uma menina.
Perambulando inquieta, rodopiando ao redor de si,
desfrutando o universo que a circunda!
Ignorando o medo que a assombra!
Alegria de criança....
Rindo por sentir calafrios advindos do vento frio que sopra em seu rosto,
cada vez que está a girar. A girar...
Medo de alguém descobrir seu segredo...
Será pecado rir-se tão de si??
E não saber explicar??
E se alguém descobrir?!?
Qualquer dia, do sonho, acordar...
A dois passos, na rua, vê-se uma menina.
Perambulando inquieta, rodopiando ao redor de si,
desfrutando o universo que a circunda!
Ignorando o medo que a assombra!
Alegria de criança....
Rindo por sentir calafrios advindos do vento frio que sopra em seu rosto,
cada vez que está a girar. A girar...
Medo de alguém descobrir seu segredo...
Será pecado rir-se tão de si??
E não saber explicar??
E se alguém descobrir?!?
Qualquer dia, do sonho, acordar...
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