sexta-feira, 18 de junho de 2010

Contra-Tempo

Foi mais ou menos assim:
Tropecei na segunda e cai na sexta!
De feira em feira o mês passou.
Rasgando as folhas do calendário,
Tentava ler as anedotas escritas acima do tempo.
A produção do empreendimento levaria bem mais que uma rotação.
E, concomitante a isso, a ampulha do tempo não parava de cair.
...
Suponho que em vão tentei analisar o resultado, ainda antes do tempo,
E o cedo e o tarde, na duração da vida, parecia já nem influir.
Apertado o botão automático dos dias,
desconfio que o descanso ao incessante e frenético caminhar não estar sequer por vir.
E transverso ao destino, me questionava: a translação!?!
Transacionei, então, com os meus maiores paradigmas.
Abdiquei. E ri da surpresa em saber que o projeto final era um irrisório lugar-comum.

Reduzido à decepção de que tudo não passava de um mapa falso,
Sentia-me mais ilusório que os irreais meridianos do tempo.
E sentei no degrau, lamentando copiosamente, e esperei, sem expectativa, transcorrer o dia,
Sem saber da chegada da nova estação.

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