Abandonada...
Em uma caravela, mar adentro,
Perdida em águas novas, por ora tão desconhecidas,
Navega, rema, flutua à deriva..
Ainda é cedo para fincar âncora,
Ainda tem vaga na tripulação.
Durante certa tempestade, o mapa rasgou.
Passado semanas inteiras em que todo o dia era noite,
Transbordando tempestade de desespero e chuva, Remava.
Andava no barco, na agonia de não poder fugir.
O horizonte sem fim parecia vão,
o norte e o sul haviam perdido a razão,
sabia-se só o que era nascente, o que era poente...
Navegava, completa de isolamento.
Até que certo dia descobriu que do mar não poderia sair,
Era navegante de si.

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