quinta-feira, 29 de julho de 2010

SEM COR

Agora tão triste,
tão cansada,
tão opaca.

Nenhum pensamento nobre, ao redor desses todos outros aviltados,
Tudo tão sem jeito, de um jeito que não deveria estar.

Viraram a casa ao avesso,
Trocaram os lençóis,
Reviraram a cama.
O quarto encontra-se assim há semanas,
Pratos empilhados ocupam um lugar desabitado,
entre o sofá, quarto, banheiro ou hall.
Alguém vagando em sobras pelas noites,
e fingir dormir leve pelo dia....

04 dias de pijama... 
04 noites de filmes antigos e reprisados
04 dias sem existência,
nenhuma hora sem você!

Desvira e revira esse avesso,
retoma as rédeas do que está sem controle,
deixa no chuveiro metade dos desgostos,
senta, levanta e vai!!
E fui... À procura de mim...Ainda sem coragem de trabalhar...
Fui tentando juntar forças, de tudo quebrado,
Fui por não poder atribuir à ninguém os lamentos da miséria humana - e agora mais humana, porque minha.
Não retruquei. Justificativa plausível: luto!
Mas luto sem funeral.
É só pela metade de mim que se foi... 
A metade que nunca fora encontrada.


Nenhum comentário:

Postar um comentário