domingo, 7 de novembro de 2010

Cartas embaralhadas

Como se por despeito, resolveu fugir-me das mãos.
Como se em plena sede, resolvesse, então, secar.
E, como se em jogo, atreveu-se a desafiar.


Cartas embaralhadas, Rainha de Paus!
A força da madeira atinge pelo olhar.
Olhos nas mãos, como em luta de bastão,
Um Às para retomar!

Tirar o alvo do carteado,
Resolvi sabotar!
E ri e regojitei da manga
O trunfo pronto a lançar!
Mais uma fora do baralho,
Pronto para você jogar.


Qual o que? Topou desafiar.
Quatro, Cinco, Valete e Ouro,
Resultado parcial,
Empate no placar.


Uma dose de uísque.
Uma fenda no vestido,
Velhos clichês para desconcentrar.


E os olhos nos olhos, o que fazer para evitar?
Novas fichas. Novas apostas.
Muita gente em volta,
A paixão a mover a roleta, recomeçar!
Amor, vida e destinos,
Puros jogos de azar!

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